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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Nunca te arrependerás


Nunca te arrependerás de teres refreado a língua, quando pretendias dizer o que não convinha ou o que não era verdade.

De teres formado o melhor conceito sobre o proceder de outrem.

De não teres julgado com severidade os atos alheios, ignorando a real motivação de cada ser.

Nunca te arrependerás de teres perdoado àqueles que te fizeram mal.

De teres contribuído para obras destinadas à caridade e à promoção humana.

De teres cumprido pontualmente tuas promessas bem pensadas.

De seres fiel aos compromissos dignos e nobres a que te vinculastes.

Nunca te arrependerás de teres suportado com paciência as faltas alheias.

De teres ignorado as mentiras e as maledicências que te chegaram aos ouvidos, afastando-te dessa espécie de conversação.

De teres dirigido palavras bondosas aos desventurados e tristes.

De teres simpatizado com os oprimidos e de teres realizado algo de efetivo e bom em prol deles.

Nunca te arrependerás de teres pedido perdão pelas faltas cometidas.

De teres reparado o mal que causastes.

De teres pensado antes de falar.

De teres honrado a teus pais, agindo com gratidão por todo o bem que deles recebestes.

De teres sido cortês e honesto em tudo e com todos.

Nunca te arrependerás de teres ensinado algo de bom e de verdadeiro a uma criança.

De teres sido capaz de cativar um coração e de teres feito uma amizade verdadeira.

De teres oferecido pão a um faminto e consolo a um desesperado.

Nunca te arrependerás de renunciar ao equívoco e seguir pelo caminho correto, por mais árduo que este possa ser.

Nunca te arrependerás de seguir os exemplos de Jesus, porque o bem-estar causado pela certeza do dever cumprido supera qualquer sensação decorrente da satisfação de meras necessidades humanas.

Podes escolher os caminhos que vais seguir no curso de tua jornada na Terra.

Podes optar quais posturas assumirás diante das mais variadas circunstâncias da vida.

És o senhor de teus passos, o dono de teu futuro.

Não compete a mais ninguém as escolhas que afetarão a tua história.

Por mais que os atos de terceiros sejam capazes de te atingir, somente os teus próprios atos, as tuas reações é que definirão os rumos do teu destino.

Pensa nisso antes de agires.

Reflete com ponderação e sabedoria.

O arrependimento resulta de decisões equivocadas, tomadas sob a influência do egoísmo e da ira.

Motiva teus atos nos ensinamentos do Cristo.

Pensa sempre: "o que teria feito o Mestre Jesus se estivesse no meu lugar?"

Eis um método bastante eficiente para saber quais atitudes são viáveis e quais trarão sofrimento, cedo ou tarde.

Fazer o bem sempre é motivo de satisfação e júbilo.

Não interessa ao homem de bem o reconhecimento pelo seu ato, tampouco gratidão e honrarias.

A consciência tranqüila e a certeza íntima de que se fez o melhor e o possível, deveria ser suficiente para apaziguar o coração humano.

Não te rendas aos equivocados hábitos da maioria, que cede ao mal e busca recompensas materiais em tudo que faz.

Segue sempre pelo caminho do bem, e nunca te arrependerás dessa escolha.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Uma dose de bom ânimo


Ele nasceu no ano de 1904, na Áustria. Sua infância foi embalada pelas doces valsas vienenses. Logo seu prazer pela música lhe tomaria horas infindáveis de estudo.

Tornou-se maestro.

Quando a Áustria foi ocupada pelos nazistas ele, por ser judeu, foi preso. Sofreu tantos maus tratos que quase chegou a desejar a morte.

Foi enviado para um campo de concentração, com várias costelas quebradas, pela violência com que fora literalmente jogado no caminhão que o conduzira.

Ele, junto a outros tantos, ficou durante 19 horas perfilado em um enorme pátio, à espera de que decidissem o que fariam de sua vida.

Depois de ouvir a voz metálica que lhe assinalava o destino, a partir de então, ditando normas, regras, ordens, seguiu para um dos barracões.

Sentou-se e, sem dar-se conta, pôs-se a assobiar uma canção. Em pouco tempo, os demais prisioneiros o cercaram, a ouvi-lo, emocionados.

Ele nunca soube o que o levara a cantar naquele momento. Mas, percebendo como a música influenciava o ânimo dos companheiros de desdita, teve a idéia de formar uma orquestra.

Havia somente um violino e um violão em todo o campo. Contudo, eles construíram outros violinos e, todo domingo à tarde, durante alguns parcos momentos, eles podiam se deliciar com os sons retirados dos rústicos instrumentos.

Embora todos eles considerassem que jamais sairiam vivos daquele lugar, o maestro colocou música nos versos compostos por um colega.

Colega que morreria naquele mesmo local de horrores.

Com emoção, a canção tomou conta do campo.

Era como se um sopro de vida renovada enchesse o peito daqueles homens magros, sofridos, maltratados.

Com lágrimas nos olhos eles cantavam todos os domingos.

Assim foi por todo o tempo em que o maestro esteve preso.

Ele conseguiu ser libertado, graças a providências tomadas por seu pai.

A mensagem de bom ânimo que espalhou pelo campo de prisioneiros jamais foi esquecida. Quando a desesperança parecia invadir a todos, alguém se recordava da canção e começava a cantá-la.

De seus anos de cativeiro, o maestro trouxe a lição de persistir e lutar sempre, realizando o melhor pelo seu semelhante.

Ainda nos anos noventa, ele, agora na América, famoso e aplaudido, dedicava-se a levar a música sinfônica para as escolas públicas, a fim de que as crianças pudessem, desde cedo, entrar em contato com os grandes mestres e descobrir os valores da música.

A vida do maestro é uma lição de perseverança para todos nós.

Bastante idoso, portando no corpo as marcas dos anos da guerra, ele não deixou de reger, ensinar e transmitir alegria.

É também lição de que, onde estejamos, sejam quais forem as condições, se desejarmos fazer o bem, sempre o poderemos realizar.



Cada um de nós é colocado no lugar apropriado para melhor servir.

Muitas vezes, dadas as dificuldades de que nos vemos cercados, deixamos de operar no bem, justamente alegando empecilhos e percalços.

Entretanto, a criatura que verdadeiramente mantém o ideal de realizar o bem ao seu semelhante, o faz, independente de qualquer circunstância.


domingo, 7 de agosto de 2016

Sevilha é campeão Mirim e Infantil do 3° Encontro das Escolinhas de Futsal do Seridó


O Sevilha esteve neste domingo (07) na cidade de Florânia com as categorias Mirim e Infantil para disputa da 3° Edição do Encontro das Escolinhas de Futsal do Seridó.

A equipe mirim venceu pela segunda vez essa competição já que em 2014 ganhou a mesma.

Ja o infantil foi campeão de forma invicta tomando apenas um gol durante toda a competição.
E ontem sábado (06) o pre mirim Sevilha venceu essa mesma competição. A Prefeitura de São Vicente sempre tem apoiado esse trabalho.

Louvamos a Deus por mais um titulo, a prefeitura pelo apoio e a cada atleta pelo apoio e dedicação.

Do que DEUS gosta?


Logo depois que seu irmãozinho nasceu, a pequena Amanda começou a pedir aos pais que a deixassem sozinha com o bebê. Mas os pais, preocupados com o que ela iria fazer com o neném, não permitiram.

Pensaram que ela pudesse estar com ciúmes e pretendesse sacudi-lo ou machucá-lo, comportamento comum em crianças de 4 anos, que era o caso da pequena Amanda.

Todavia, a menina não mostrava sinais de ciúmes. Tratava o bebê sempre com bondade e carinho, e seus apelos para ficar a sós com ele eram cada vez mais insistentes.

Os pais, após conversarem sobre o assunto, decidiram atender ao pedido de Amanda e permitiram que ela e o irmãozinho tivessem um momento a sós.

Satisfeita, a menina foi para o quarto do bebê e fechou a porta, mas esta abriu-se um pouquinho, o suficiente para que os pais, curiosos, espiassem e ouvissem.

Notaram, então, que a garotinha andou nas pontas dos pés até seu irmãozinho, aproximou seu rosto bem pertinho do dele e disse devagar: Bebezinho, me fale sobre o que Deus gosta.



O fato é singelo mas traz em si motivos de profundas reflexões.

Ao notarmos o comportamento das crianças, podemos compreender porque Cristo disse que o reino de Deus é daqueles que são como elas.

Jesus não afirma que o Reino de Deus é das crianças, mas daqueles que a elas se assemelham.

Observando as crianças, podemos notar que a inocência, a pureza, a benevolência, a sinceridade lhes são características.

Assim, podemos entender que eram essas virtudes que Jesus afirmava serem necessárias àqueles que desejam chegar ao Reino de Deus.

O apóstolo Pedro, em sua 1ª epístola, também fala que é preciso despojar-nos da falsidade, da hipocrisia, da inveja, da maledicência, como crianças que desejam o leite espiritual não falsificado, que nos fará crescer.

Jesus ainda assegura que quem não receber o reino de Deus como uma criança, jamais nele entrará.

Com esta afirmativa do Cristo, percebemos que existem virtudes sem as quais não conseguiremos galgar degraus na escala evolutiva e que, portanto, devemos conquistá-las.

Em outro momento Jesus afirma que o Reino de Deus está dentro de nós, o que torna ainda mais evidente a necessidade do autoconhecimento e da nossa reforma íntima, segundo a moral cristã.

Dessa forma, vale a pena buscar, em nossa infância distante, aquelas virtudes que perdemos no transcorrer do tempo.

E, conforme recomendou o Apóstolo Pedro, vale a pena resgatar a nossa sede de leite espiritual não falsificado pela competição desenfreada e pelas pseudonecessidades da sociedade moderna.

E por fim, vale a pena buscarmos relembrar, como a pequena Amanda, do que Deus gosta.

sábado, 6 de agosto de 2016

Pré-Mirim do Sevilha é Campeão do 3º Encontro das Escolinhas de Futsal do Seridó

Mais uma vez o Sevilha sai na frente...

A Equipe Pré-Mirim do Sevilha esteve neste sábado (06) na cidade de Florânia para disputar o 3º Encontro das Escolinhas de Futsal do Seridó

Na ocasião eles jogaram com raça, vontade e alegria, e conseguiram mais um título para a Família Sevilha.

A Prefeitura Municipal de São Vicente sempre vem apoiando esse trabalho. 

A Associação Sevilha Parabeniza cada atleta e ao Professor Ludemario Gomes e ao mesmo tempo agradece aos pais pela confiança.


O Blog do Paulão tem uma admiração a esse trabalho educador.

 "Ensina a criança o caminho que deve andar e ainda quando for velho, não se desviará dele"  Provérbios 22:6


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A outra janela


A menina, debruçada na janela, trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor, causado pela morte do seu cão de estimação.

Com pesar, observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.

O avô, que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abraço e falou-lhe com serenidade: Triste a cena, não é verdade?

A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância.

No entanto, o avô, que sinceramente desejava confortá-la, chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-a pela mão e a conduziu até uma janela opostamente localizada na ampla sala.

Abriu as cortinas e permitiu que ela visse o imenso jardim florido à sua frente, e lhe perguntou carinhosamente: Está vendo aquele pé de rosas amarelas, bem ali à frente? Lembra-se de que me ajudou a plantá-lo? Foi num dia de sol como o de hoje, que nós dois o plantamos.

Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje... Veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas!

A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso.

Mostrou as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre uma e outra e as tantas rosas de variados matizes, que enfeitavam o jardim.

O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto: Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza, sem que possamos alterar-lhe o quadro, voltemo-nos para outra, e certamente nos depararemos com uma paisagem diferente.



Tantos são os momentos felizes que se desenrolam em nossa existência. Tantas oportunidades de aprendizado nos visitam no dia-a-dia, que não vale a pena chorar e sofrer diante de quadros que não podemos alterar.

São experiências valiosas das quais devemos tirar as lições oportunas, sem nos deixar tragar pelo desespero e pela revolta, que só infelicitam e denotam falta de confiança em Deus.

A nossa visão do mundo ainda é muito limitada, não temos a capacidade de perceber os objetivos da Divindade, permitindo-nos momentos de dor e sofrimento.

Mas Deus tem sempre objetivos nobres e uma proposta de felicidade a nos aguardar.




Se hoje você está a observar um quadro desolador, lembre-se de que existem outras tantas janelas, com paisagens repletas de promessas de melhores dias.

Não se permita contemplar a janela da dor. Aproveite a lição e siga em frente com ânimo e disposição.

O sofrimento que hoje nos parece eterno, não resiste a força das horas que a tudo modifica.

A luz sempre vence as trevas, basta que tenhamos disposição íntima e coragem de voltar-nos para ela.

Agindo assim, o gosto amargo do sofrimento logo cede lugar ao sabor agradável de viver, e saber que Deus nos ampara em todos os momentos da nossa vida.

Pense nisso!


sexta-feira, 29 de julho de 2016

O nobre sentimento de GRATIDÃO


Existem pessoas que reclamam da ingratidão. Algumas se afirmam desiludidas porque seus gestos de apoio e dedicação foram retribuídos com maldades e injustiças.

O bom, nisso tudo, é que é um número limitado de criaturas que ainda se permite contaminar pela ingratidão.

Quantos de nós recordamos pessoas queridas, que passaram por nossas vidas e deixaram o toque inconfundível de suas presenças, perfumando-nos as existências?

Uma revista de circulação nacional publicou, certa feita, uma carta recebida por uma grande editora brasileira. Dizia assim:

Prezado senhor. Tomo a liberdade de tomar seu valioso tempo para lhe contar uma historinha inusitada e quase inacreditável, não fosse o fato do senhor ter conhecido bem o personagem da mesma: o Sr. Victor, seu pai.

Eu morava numa vila, em fins da década de 40 e começo de 50 e a garotada de 8 a 10 anos chegava da escola, jogava a mala em casa e saía para brincar.

Era só o que queríamos. Mas, nas tardes em que saíam revistas na banca de jornais, não havia brincadeiras.

A garotada ia para a banca adquirir as revistas e se enfurnava em casa para se deliciar com as historinhas.

À tarde, nos reuníamos para os nossos comentários sobre nossos heróis.

Mas, logo depois, certas histórias eram interrompidas para continuar na semana seguinte. Nós nos sentimos ultrajados. E se não desse para comprar a próxima? Como ficaríamos?

Então, do alto de nossa autoridade de estudantes primários fomos reclamar na editora, instalada em acanhadas salinhas.

Fomos recebidos por um senhor alto e muito simpático que logo nos desarmou com um sorriso e nos convidou a sentar.

Em seguida, nos ofereceu água e nos fez diversas perguntas sobre as revistas. E, curiosamente, prestava atenção às nossas respostas.

Ele aproveitou a presença de duas "autoridades" de 8 e 9 anos para fazer uma das primeiras pesquisas de opinião do Brasil.

O autor da missiva concluía dirigindo votos de sucesso sempre maior à editora, dizendo que o fato aconteceu há mais ou menos 50 anos.

A carta poderia ser simplesmente considerada como um elogio à atitude de um homem de visão, um empresário bem sucedido.

Contudo, nas entrelinhas, o missivista deixa clara a sua emoção, o sentimento de gratidão a um grande homem que, um dia, parou tudo que estava fazendo, em seu escritório, e dedicou a duas crianças alguns minutos do seu precioso tempo.



Ouvir as opiniões das criaturas é sinal de sabedoria, pois sempre se pode colher flores onde menos se espera.

Deter-se e doar tempo aos pequeninos é sinal de grandeza, pois todos os que são verdadeiramente grandes conhecem a importância dos pequenos.

E a gratidão é sentimento nobre que brota, espontâneo, dos corações enriquecidos por emoções altruístas.

Constituem formas de gratidão o gesto de ternura, a expressão de afeto, o testemunho da simpatia e da solidariedade.