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domingo, 7 de agosto de 2016

Do que DEUS gosta?


Logo depois que seu irmãozinho nasceu, a pequena Amanda começou a pedir aos pais que a deixassem sozinha com o bebê. Mas os pais, preocupados com o que ela iria fazer com o neném, não permitiram.

Pensaram que ela pudesse estar com ciúmes e pretendesse sacudi-lo ou machucá-lo, comportamento comum em crianças de 4 anos, que era o caso da pequena Amanda.

Todavia, a menina não mostrava sinais de ciúmes. Tratava o bebê sempre com bondade e carinho, e seus apelos para ficar a sós com ele eram cada vez mais insistentes.

Os pais, após conversarem sobre o assunto, decidiram atender ao pedido de Amanda e permitiram que ela e o irmãozinho tivessem um momento a sós.

Satisfeita, a menina foi para o quarto do bebê e fechou a porta, mas esta abriu-se um pouquinho, o suficiente para que os pais, curiosos, espiassem e ouvissem.

Notaram, então, que a garotinha andou nas pontas dos pés até seu irmãozinho, aproximou seu rosto bem pertinho do dele e disse devagar: Bebezinho, me fale sobre o que Deus gosta.



O fato é singelo mas traz em si motivos de profundas reflexões.

Ao notarmos o comportamento das crianças, podemos compreender porque Cristo disse que o reino de Deus é daqueles que são como elas.

Jesus não afirma que o Reino de Deus é das crianças, mas daqueles que a elas se assemelham.

Observando as crianças, podemos notar que a inocência, a pureza, a benevolência, a sinceridade lhes são características.

Assim, podemos entender que eram essas virtudes que Jesus afirmava serem necessárias àqueles que desejam chegar ao Reino de Deus.

O apóstolo Pedro, em sua 1ª epístola, também fala que é preciso despojar-nos da falsidade, da hipocrisia, da inveja, da maledicência, como crianças que desejam o leite espiritual não falsificado, que nos fará crescer.

Jesus ainda assegura que quem não receber o reino de Deus como uma criança, jamais nele entrará.

Com esta afirmativa do Cristo, percebemos que existem virtudes sem as quais não conseguiremos galgar degraus na escala evolutiva e que, portanto, devemos conquistá-las.

Em outro momento Jesus afirma que o Reino de Deus está dentro de nós, o que torna ainda mais evidente a necessidade do autoconhecimento e da nossa reforma íntima, segundo a moral cristã.

Dessa forma, vale a pena buscar, em nossa infância distante, aquelas virtudes que perdemos no transcorrer do tempo.

E, conforme recomendou o Apóstolo Pedro, vale a pena resgatar a nossa sede de leite espiritual não falsificado pela competição desenfreada e pelas pseudonecessidades da sociedade moderna.

E por fim, vale a pena buscarmos relembrar, como a pequena Amanda, do que Deus gosta.

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